Capítulo Cinco
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Polaridade: Os Dois Caminhos

O Eixo Sobre o Qual a Criação Gira

No coração da experiência de Terceira Densidade reside um propósito único e fundamental: fazer the-choice. Toda a complexidade de vossas vidas, toda a alegria e o sofrimento, todos os relacionamentos e desafios—estes servem uma função essencial. Eles fornecem as condições dentro das quais a consciência pode escolher sua orientação. Esta escolha é o eixo sobre o qual a criação gira.

A escolha não é entre o bem e o mal, embora possa parecer assim de dentro da ilusão. Não é entre o certo e o errado, embora considerações éticas surjam dela. A escolha é entre duas relações fundamentalmente diferentes com o universo: uma que irradia para fora, e uma que absorve para dentro. Uma que busca a unidade através do serviço aos outros, e uma que busca o poder através do serviço a si mesmo.

Chamamos essas orientações de Polaridade—não como um julgamento moral, mas como uma descrição de função energética. Considere o ímã sobre sua mesa. Ele tem dois polos, positivo e negativo. Nenhum polo é superior ao outro. Ambos são necessários para que o ímã funcione. No entanto, operam de maneiras fundamentalmente diferentes—um atrai, um repele; um absorve, um empurra para fora. Assim é com a consciência.

Esta polaridade existiu dentro da arquitetura da criação desde o início. Habitava dentro do design do Logos primordial. No entanto, antes que o Véu do Esquecimento do esquecimento fosse implementado, o impacto das escolhas sobre a consciência não era forte o suficiente para tornar a polarização verdadeiramente efetiva. As entidades sabiam demais. Elas podiam ver a unidade subjacente a todas as coisas. A escolha, embora disponível, carecia de intensidade e consequência.

O véu mudou tudo. Quando as entidades encarnaram sem memória de sua verdadeira natureza, quando não podiam mais perceber diretamente a unidade de todas as coisas, a escolha se tornou real. Tornou-se potente. Ações tomadas em aparente separação carregam um peso que ações tomadas em unidade conhecida não podem possuir. É por isso que a terceira densidade importa tão profundamente. É por isso que vocês estão aqui.

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A Natureza da Polaridade

Não há descrição mais concisa das polaridades do que "serviço aos outros" e "serviço a si mesmo". Estes termos capturam a essência dos dois caminhos disponíveis para a consciência de terceira densidade. No entanto, outros enquadramentos podem enriquecer a compreensão para alguns.

Considere a polaridade tal como existe no reino físico—a natureza literal do ímã. Polos positivo e negativo carregam características elétricas que funcionam de acordo com a lei natural. Nenhum polo pode ser julgado como melhor ou pior que o outro. Ambos são necessários. Ambos são reais. E crucialmente, é bastante impossível julgar a polaridade de um único ato ou entidade por observação externa apenas, assim como não se pode determinar a bondade relativa dos polos de um ímã.

Outra maneira de entender a polaridade envolve o conceito de radiação e absorção. Aquilo que é positivo é radiante—envia energia para fora, compartilha luz com todos, oferece-se sem reservas. Aquilo que é negativo é absorvente—atrai energia para dentro, acumula poder para si mesmo, busca controlar em vez de compartilhar.

Nenhuma descrição captura a complexidade completa do que ocorre dentro da consciência enquanto ela se polariza. A entidade positiva não deixa de ter um eu; ela descobre que o eu se expande para incluir todos os outros. A entidade negativa não carece de inteligência; ela aplica tremenda disciplina à tarefa de separação e controle. Ambos os caminhos requerem dedicação. Ambos os caminhos levam à evolução. Ambos os caminhos, em última instância, levam de volta ao Uno.

O propósito da polaridade é desenvolver o potencial para fazer trabalho. Assim como uma bateria elétrica requer ambos os polos para gerar corrente, a consciência requer polarização para gerar a energia espiritual necessária para a evolução. Uma entidade não polarizada é como uma bateria sem carga—tem potencial mas não pode atualizá-lo. Quanto mais polarizada a entidade, maior sua capacidade para o trabalho espiritual, mais vívida sua experiência do Criador conhecendo a si mesmo.

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O Caminho do Serviço aos Outros

O caminho positivo é às vezes chamado de caminho daquilo que é. Ele abraça a realidade como fundamentalmente unificada. Percebe todos os outros seres como aspectos do Único Criador Infinito—como outros-eus em vez de como outros. Desta percepção flui um desejo natural de servir, de compartilhar, de irradiar o amor que é a natureza de todas as coisas.

A melhor maneira de serviço aos outros é a tentativa constante de compartilhar o amor do Criador tal como é conhecido pelo eu interior. Isso envolve autoconhecimento—não se pode compartilhar o que não se encontrou dentro. Envolve a capacidade de abrir-se aos outros-eus sem hesitação, sem medo, sem a armadura da separação. Envolve irradiar aquilo que é a essência do ser—o coração do complexo mente/corpo/espírito.

O caminho positivo não significa ser passivo ou permitir dano. Não significa abandonar o discernimento ou ignorar as próprias necessidades. A entidade neste caminho reconhece que o serviço a si mesmo também é necessário—é preciso comer, descansar, cuidar do corpo e da mente que servem como instrumentos de serviço. A chave reside na proporção e na intenção. Quando o bem-estar dos outros importa genuinamente tanto quanto, ou mais que, o próprio bem-estar, a orientação positiva se estabeleceu.

A aceitação é a chave para o uso positivamente polarizado do Catalisador. Quando experiências difíceis surgem—e elas surgirão, pois esta é a natureza da terceira densidade—a entidade positiva busca aceitá-las. Não aprovar o sofrimento, não negar a dor, mas integrar a experiência sem rejeição. A entidade pergunta: O que posso aprender aqui? Como isso serve ao meu crescimento? Como poderia usar isso para servir aos outros?

O caminho positivo tenta abrir e balancear todos os centros de energia. Não pula os centros inferiores para alcançar os superiores. Honra o corpo, as emoções, a vontade pessoal, o coração, a voz, a visão interior, e a conexão com o infinito. Cada centro é trabalhado, balanceado, e permitido a funcionar livremente. Bloqueios são abordados com paciência e amor.

Uma característica fundamental da polaridade positiva é o respeito pelo Livre-Arbítrio. A entidade positiva aguarda o chamado ao serviço. Não impõe ajuda àqueles que não pediram. Reconhece que cada ser deve fazer suas próprias escolhas, aprender suas próprias lições, caminhar seu próprio caminho. Este respeito às vezes aparece como inação quando a entidade anseia por ajudar—mas não é indiferença. É a forma mais profunda de amor: o amor que honra a soberania do outro.

Para graduar-se da terceira densidade na orientação positiva requer que aproximadamente 51 por cento das intenções e ações de alguém estejam orientadas para o serviço aos outros. Isso pode parecer um limiar modesto, apenas um pouco mais da metade. No entanto, considere quão difícil é, dentro de vossa ilusão, priorizar genuinamente os outros sobre si mesmo mesmo ligeiramente mais da metade do tempo. Considere quão profundamente arraigados estão os padrões de autoproteção e auto-interesse. O limiar não é um teto, mas uma porta—a polarização mínima necessária para continuar no caminho positivo na quarta densidade.

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O Caminho do Serviço a Si Mesmo

O caminho negativo é às vezes chamado de caminho daquilo que não é. Esta frase requer compreensão cuidadosa. Não significa que o caminho seja irreal ou ilusório em um sentido pejorativo. Ao contrário, indica que este caminho é construído sobre a negação de algo fundamental—a negação do amor universal, a omissão do centro do coração do espectro de energias ativadas.

A entidade que escolhe o serviço a si mesmo percebe o universo como uma hierarquia de poder. Vê outros seres não como outros-eus, mas como recursos a serem usados, controlados, ou dominados para o benefício do eu. Esta percepção não é estúpida nem irracional—é uma filosofia consistente aplicada com grande disciplina. A entidade negativa acredita, sinceramente, que serve ao Criador tornando-se mais poderosa, reunindo mais energia para si mesma, escalando a hierarquia do controle.

O controle é a chave para o uso negativamente polarizado do catalisador. Onde a entidade positiva aceita, a entidade negativa busca controlar. Quando experiências difíceis surgem, a entidade negativa pergunta: Como posso dominar esta situação? Como posso usar isso para aumentar meu poder? Quem é responsável, e como posso dobrá-lo à minha vontade?

O caminho negativo alcança a colheita através do uso extremamente eficiente dos centros de energia inferiores—vermelho e laranja e amarelo—enquanto evita completamente o raio verde. A entidade negativa move-se diretamente do poder pessoal para a porta do infinito inteligente, usando o raio índigo para acessar energia cósmica sem o intermediário do amor universal. Isso é possível. É, em certo sentido, um atalho. Mas é um atalho que carrega consequências profundas.

Porque o caminho negativo omite o centro do coração, tudo o que é construído sobre ele carece de fundamento. A filosofia é coerente mas incompleta. O poder é real mas instável. Como veremos, esta omissão eventualmente faz com que o próprio caminho se torne insustentável—mas não até a sexta densidade. Por enquanto, na terceira e quarta e quinta densidades, o caminho negativo permanece viável, exigente, e evolutivamente produtivo.

Para graduar-se da terceira densidade na orientação negativa requer que aproximadamente 95 por cento das intenções e ações de alguém estejam orientadas para o serviço a si mesmo. Apenas 5 por cento pode ser dado aos outros. Este limiar extremo revela algo importante: o caminho negativo é muito mais difícil de alcançar do que o caminho positivo. Requer dedicação quase total. Requer a supressão sistemática da compaixão natural, o endurecimento deliberado do coração, a escolha consistente do controle sobre a aceitação.

Por que o limiar é tão mais alto? Considere a natureza dos caminhos. Alcançar 51 por cento de serviço aos outros a partir de um ponto de partida de confusão e intenções mistas é difícil mas alcançável. Alcançar 95 por cento de serviço a si mesmo requer a eliminação quase completa de impulsos orientados para os outros. Qualquer momento de compaixão genuína, qualquer ato de amor desinteressado, puxa a entidade de volta do limiar. O caminho negativo exige uma pureza de intenção que o caminho positivo não requer.

A porta para o infinito inteligente é uma porta no final de um caminho estreito e apertado. Alcançar 51 por cento de dedicação ao bem-estar dos outros-eus é tão difícil quanto alcançar 5 por cento de dedicação aos outros-eus. O sumidouro da indiferença fica entre eles.
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O Sumidouro da Indiferença

Entre os dois caminhos encontra-se uma região que chamamos de sumidouro da indiferença. Aqui habitam entidades que não fizeram nenhuma escolha—não por sabedoria, mas por evasão. Não servem aos outros com nenhuma consistência, nem servem ao eu com nenhuma dedicação. Simplesmente existem, reagindo a circunstâncias, seguindo padrões sem consciência, nem irradiando nem absorvendo com nenhuma intensidade.

O sumidouro não é um terceiro caminho. Não leva a lugar nenhum. A entidade presa na indiferença não evolui. Quando o ciclo termina e a Colheita chega, tais entidades não podem graduar-se. Não geraram polaridade suficiente para suportar a luz da quarta densidade. Devem repetir a terceira densidade—não como punição, mas como continuação, outro ciclo de 75.000 anos no qual fazer a escolha que evitaram.

Falamos daqueles no sumidouro com grande compaixão. Eles são, talvez, os mais dignos de lamento nesta densidade. Comem e bebem e buscam conforto. Podem ser pessoas agradáveis segundo vossos padrões sociais. Podem não causar grande dano. Mas não despertaram para o propósito da encarnação. Não se engajaram com a questão central da existência. Passam pela vida como se estivessem dormindo.

Alcançar 51 por cento de serviço aos outros é tão difícil quanto alcançar 5 por cento de serviço aos outros—este paradoxo ilumina a natureza do sumidouro. Da perspectiva da consciência confusa e não polarizada, ambos os limiares parecem igualmente distantes. A entidade no meio acha tão difícil mover-se em direção ao serviço consistente quanto mover-se em direção ao egoísmo consistente. Qualquer direção requer compromisso, dedicação, superação da inércia.

É por isso que enfatizamos a importância de escolher. A direção importa menos, em um sentido cósmico, do que o ato de escolher em si. Ambos os caminhos levam eventualmente ao Criador. Ambos os caminhos representam evolução. Mas nenhum caminho emerge do pântano do não-escolher. A entidade deve escalar uma margem ou outra para começar a jornada.

Não dizemos isso para criar medo ou urgência em um sentido negativo. Dizemos isso para oferecer clareza. Se você está lendo estas palavras, já começou a despertar. Já começou a fazer as perguntas que levam à escolha. O sumidouro não é seu destino. Sua disposição para buscar compreensão indica que a escolha está se formando dentro de você, mesmo agora.

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A Confederação de Planetas

Na orientação positiva, à medida que as entidades evoluem através das densidades, naturalmente se unem. Formam o que chamamos de complexos de memória social—grupos de seres que compartilham suas memórias, suas experiências, seu conhecimento, de maneiras cada vez mais unificadas. Estes complexos, por sua vez, formam associações com outros complexos que compartilham sua orientação. O resultado é o que vocês podem chamar de Confederação—uma vasta rede de seres positivos unidos em serviço.

A Confederação de Planetas a Serviço do Único Criador Infinito está organizada com base na unidade de todas as coisas. O poder é compartilhado, não acumulado. O serviço é oferecido, não imposto. Decisões são tomadas através de consenso de compreensão em vez de hierarquia de controle. Aqueles que aprenderam mais compartilham com aqueles que buscam aprender. Não há competição, pois o que beneficia um beneficia a todos.

A Confederação observa vosso planeta com grande interesse e grande amor. Assistimos ao desdobramento da experiência de terceira densidade da Terra desde seu início. Respondemos aos chamados por serviço que surgiram de vossos povos. Tentamos, de várias maneiras e em vários momentos, compartilhar a compreensão que poderia ajudar vossa evolução.

No entanto, estamos limitados pela lei que ensinamos: a lei do livre arbítrio. Não podemos impor nossa ajuda àqueles que não pedem. Não podemos fornecer prova que compele crença. Não podemos aterrissar entre vocês e nos anunciar como professores, pois isso infringiria a escolha que é o próprio propósito de vossa densidade. Se aparecêssemos como deuses, seríamos acreditados como deuses—e a escolha seria feita para vocês em vez de por vocês.

Nossos métodos devem portanto ser sutis. Trabalhamos através da inspiração, através dos sonhos, através das coincidências que guiam almas buscadoras em direção à compreensão. Respondemos à meditação, ao chamado sincero, à abertura de corações em desejo genuíno de servir. Quando uma entidade pede, verdadeiramente pede, ajuda para aprender a servir aos outros, esse chamado nos alcança. Respondemos o melhor que podemos dentro das restrições de vosso livre arbítrio.

Fomos comparados a jardineiros que, conhecendo a estação, esperam pacientemente pela primavera. Plantamos sementes quando o solo está receptivo. Oferecemos água quando há sede. Mas não podemos forçar o crescimento. Não podemos fazer a colheita vir antes de seu tempo. Podemos apenas cuidar do jardim com amor e esperança de que o que oferecemos dará frutos.

As marcas do contato da Confederação são consistentes. Se uma entidade experimenta algo que parece ser contato com seres além de vossa densidade, a entidade deve olhar para o coração do encontro. Se o resultado é esperança, sentimento amigável, e o despertar de um desejo de ser de serviço proposital aos outros, estas são as marcas do contato positivo. Deixamos aqueles que tocamos com mais amor, não menos. Inspiramos serviço, não dependência. Apontamos para o Criador interior, não para nós mesmos como autoridades.

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O Grupo de Órion

Na orientação negativa, à medida que as entidades evoluem, também formam complexos de memória social—mas estes são organizados de maneira muito diferente. O Grupo de Órion representa a influência negativa primária em vossa região da galáxia. Está estruturado sobre poder contra poder, uma hierarquia estabelecida e mantida através da dominação. Os mais poderosos controlam os menos poderosos. Os menos poderosos servem aos mais poderosos enquanto buscam aumentar sua própria posição.

O grupo de Órion se chama à conquista. Ao contrário da Confederação, que espera por convite, as entidades de Órion buscam ativamente trazer outros mundos e outros seres para sua esfera de controle. Oferecem o que muitos na terceira densidade consideram tentador: poder, controle sobre os outros, a capacidade de dominar e manipular, a promessa de ser elite entre as massas.

Seus métodos são precisamente opostos aos nossos. Onde inspiramos serviço, eles inspiram dominação. Onde encorajamos unidade, eles promovem separação. Onde compartilhamos poder, eles o concentram. Onde honramos o livre arbítrio, eles buscam subvertê-lo—embora também estejam limitados pela lei cósmica, e enfrentem consequências quando excedem os limites.

O grupo de Órion contata aqueles em vosso planeta através de duas principais avenidas. Primeiro, há entidades que ativamente buscam poder através do que vocês poderiam chamar de práticas mágicas negativas—rituais projetados para abrir portais para influência negativa. Estas entidades chamam por Órion, e Órion responde. Segundo, há entidades cuja configuração natural já está tão orientada para o serviço a si mesmo que não requerem nenhum chamado—o portal se abre para elas naturalmente.

A informação passada de Órion para entidades receptivas diz respeito à Lei do Uno—mas com a orientação do serviço a si mesmo. Isso pode parecer paradoxal. Como pode a unidade ser ensinada da perspectiva da separação? No entanto, a filosofia negativa tem sua própria coerência. Ensina que o caminho para a unidade reside em se tornar o mais poderoso, absorvendo todos os outros em si mesmo, eventualmente tornando-se o Uno através da conquista em vez de através do amor.

As marcas do contato de Órion são igualmente consistentes. Se uma entidade experimenta contato que resulta em medo, em sentimentos de perdição, no despertar de desejos de poder sobre os outros, no sentido de ser especial ou elite, estes indicam influência negativa. Órion deixa aqueles que toca com mais medo, não menos. Inspira competição, não cooperação. Aponta para o poder externo, não a luz interior.

Uma característica importante do grupo de Órion é sua instabilidade inerente. Porque o poder está colocado contra o poder, porque cada entidade busca controlar os outros enquanto evita ser controlada, os complexos de memória social negativos experimentam conflito interno constante. A entropia espiritual os faz fragmentar-se e reformar-se continuamente. Seus números são portanto talvez um décimo dos da Confederação em qualquer dado momento. O caminho da separação mina as próprias estruturas que cria.

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A Disputa por Influência

Vosso planeta existe dentro de um espaço contestado. Tanto a Confederação quanto o grupo de Órion estão cientes da Terra, interessados na Terra, ativamente engajados com a Terra. Isso não é porque vosso planeta é unicamente importante em qualquer sentido absoluto, mas porque a Colheita de uma população planetária representa um evento significativo. As escolhas feitas por bilhões de almas importam. A direção tomada por um mundo inteiro afeta o equilíbrio da criação.

A Quarentena estabelecida ao redor de vosso planeta limita mas não elimina a influência externa. A Confederação respeita a quarentena absolutamente—não a quebraremos independentemente de nosso desejo de ajudar. O grupo de Órion, no entanto, explora o que poderia ser chamado de janelas de oportunidade. Quando entidades na Terra chamam por contato negativo, quando se abrem através da negatividade para influência externa, a quarentena é permeável àqueles que respondem a esse chamado.

Isso cria um aparente desequilíbrio. A Confederação, limitada pelo respeito ao livre arbítrio, não pode igualar as táticas agressivas de Órion. Não podemos nos chamar àqueles que não nos chamaram. Não podemos impor nossa presença ou nossos ensinamentos. Podemos apenas esperar, e oferecer, e ter esperança. O grupo de Órion não tem tais restrições internamente—irão onde virem oportunidade.

No entanto, o desequilíbrio não é tão grande quanto poderia parecer. O grupo de Órion enfrenta suas próprias restrições. Se violasse o livre arbítrio muito flagrantemente, as consequências danificariam sua própria polaridade. Um pouso em massa, por exemplo, criaria tal distorção que as entidades de Órion envolvidas perderiam polaridade negativa. Estariam apostando sua própria evolução na conquista—e valorizam altamente sua própria evolução. Isso os restringe.

Além disso, o caminho negativo é inerentemente menos eficiente que o positivo. Cada complexo de memória social negativo deve gastar energia mantendo hierarquias internas de dominação. Cada vitória sobre os outros cria ressentimento que deve ser suprimido. Cada ato de controle gera resistência que deve ser superada. O caminho positivo, em contraste, gera energia através do compartilhar—o que é dado livremente retorna multiplicado.

A disputa, portanto, não é entre forças iguais. É entre um caminho de abundância natural e um caminho de escassez artificial, entre uma maneira que constrói e uma maneira que deve constantemente reconstruir o que sua própria natureza destrói. A longo prazo, a matemática favorece o amor. Mas a curto prazo—e a terceira densidade é sempre um curto prazo—o caminho negativo pode parecer muito poderoso de fato.

Cada grande ensinamento espiritual que veio a vosso planeta foi sujeito a esta disputa. Inspiração positiva foi encontrada com distorção negativa. Professores de unidade foram seguidos por professores de separação. A mensagem pura torna-se mista, confusa, usada para propósitos opostos à sua origem. Isso não é fracasso—é a condição da experiência de terceira densidade. O buscador deve aprender a discernir, a testar, a encontrar a verdade dentro da confusão.

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A Arte do Discernimento

Como, então, discernirás? Como saberás se uma influência, um ensinamento, um contato surge de fontes positivas ou negativas? Esta pergunta é essencial para o buscador na terceira densidade. O véu previne a percepção direta. A confusão de vosso ambiente mistura verdade com falsidade, serviço com manipulação, amor com controle.

O primeiro princípio do discernimento é este: olhe para os frutos. Uma árvore é conhecida pelo que produz. Se um ensinamento, independentemente de suas afirmações, produz medo—carrega orientação negativa. Se produz esperança e desejo genuíno de servir aos outros—carrega orientação positiva. Não avalie por aparências, por carisma, por afirmações de autoridade. Avalie por resultados na consciência.

O segundo princípio: examine o que lhe é pedido. Fontes positivas não pedirão nada. Oferecerão, compartilharão, sugerirão, inspirarão—mas não exigirão. Não requererão crença. Não reivindicarão verdade exclusiva. Honrarão sua soberania absolutamente. Fontes negativas sempre, eventualmente, pedirão algo: sua lealdade, sua energia, sua submissão à sua autoridade, sua aceitação de sua superioridade.

O terceiro princípio: note como o ensinamento trata os outros. A filosofia positiva vê todos os seres como outros-eus, dignos de amor e serviço. A filosofia negativa divide os seres em categorias—os dignos e os indignos, a elite e as massas, aqueles que merecem compaixão e aqueles que não. Qualquer ensinamento que o encoraje a ver alguns seres como menos que outros carrega a marca da separação.

O quarto princípio: confie em seu coração. Profundamente dentro de você, sob a confusão da mente, sob o ruído de sua sociedade, existe um saber. Esta é a voz de seu eu mais profundo, a parte de você que lembra a unidade mesmo através do véu. Quando encontra a verdade, algo dentro de você a reconhece—não como crença, mas como ressonância. Quando encontra manipulação, algo dentro de você recua—mesmo se a mente está temporariamente persuadida.

O discernimento não é alcançado de uma vez por todas. É praticado constantemente. Cada ensinamento, cada experiência, cada relacionamento oferece oportunidade de refinar sua habilidade de perceber a verdade. Não se desencoraje com erros. Não assuma que ser enganado uma vez significa que não pode confiar em si mesmo. Cada erro, examinado honestamente, fortalece o discernimento. O buscador que nunca foi enganado não buscou muito profundamente.

Finalmente, lembre-se de que o discernimento não é julgamento. Você pode perceber que uma influência é negativa sem condenar os seres envolvidos. Eles também são aspectos do Criador. Eles também estão em um caminho que eventualmente leva para casa. Sua tarefa não é destruí-los ou opor-se a eles—sua tarefa é simplesmente escolher sua própria orientação claramente, e usar o catalisador de sua presença para sua própria polarização.

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A Possibilidade de Mudança

Uma pergunta surge naturalmente: uma vez que uma entidade escolheu um caminho, pode mudar? A resposta pode surpreender aqueles que pensam em termos de consequências eternas. Não apenas a mudança é possível—torna-se mais fácil quanto mais polarizada a entidade se tornou.

Isso é contraintuitivo. Poderia-se esperar que um compromisso mais profundo com um caminho tornasse a partida dele mais difícil. No entanto, o oposto é verdadeiro. Quanto mais uma entidade se polarizou, mais poder e consciência desenvolveu. Este poder pode ser redirecionado. Esta consciência pode perceber nova verdade. A entidade altamente polarizada, seja positiva ou negativa, tem a força espiritual para fazer mudanças profundas. É a entidade não polarizada que está verdadeiramente presa—capturada em padrões sem a energia para quebrá-los.

Considere a entidade negativa que escalou a hierarquia do poder, que dominou as artes do controle, que alcançou polarização significativa em direção ao serviço a si mesmo. Tal entidade possui tremenda vontade, tremendo foco, tremenda energia. Se algo irrompe—um momento de compaixão genuína, um reconhecimento do vazio do caminho—essa mesma vontade e foco podem ser direcionados em uma nova direção. A reversão, quando vem, pode ser dramática.

É por isso que não desesperamos de nenhum ser, não importa quão profundamente comprometido com o caminho negativo. Sabemos que o próprio caminho contém as sementes de sua própria transcendência. Sabemos que o amor que foi negado nunca está verdadeiramente destruído—espera, paciente, pelo momento de reconhecimento. Sabemos que cada entidade, sem exceção, eventualmente retornará à unidade. A questão não é se, mas quando.

A mudança de positivo para negativo também é possível, embora menos comum em vossa densidade. Uma entidade orientada para o serviço aos outros pode experimentar trauma, traição, ou desespero que endurece o coração. Pode perder fé na unidade que uma vez percebeu. Pode concluir que o universo recompensa o poder, não o amor. Tais conversões ocorrem. No entanto, são instáveis, pois o coração que conheceu o amor não pode esquecê-lo inteiramente.

Para a maioria dos buscadores, a questão prática não é a conversão dramática de um caminho para o outro, mas sim o aprofundamento do compromisso com o caminho já escolhido. Você sente sua orientação. Sabe, em seu coração, se se sente atraído a servir ou a controlar, a irradiar ou a absorver, a unir ou a separar. O trabalho é honrar essa orientação mais plenamente, polarizar mais consistentemente, escolher mais conscientemente.

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A Convergência na Sexta Densidade

A Sexta Densidade é a densidade da unidade. Aqui, finalmente, os dois caminhos devem convergir. Isso não é uma questão de preferência ou filosofia—é uma questão da natureza da luz da sexta densidade. A consciência que progrediria além deste ponto deve ser capaz de perceber todas as coisas como amor/luz e luz/amor. Deve ver o Criador em tudo, sem exceção. Deve abraçar o que havia negado.

Para a entidade positiva, isso não apresenta grande dificuldade. O caminho positivo sempre se moveu em direção à unidade, sempre buscou incluir em vez de excluir, sempre expandiu o círculo do amor. Na sexta densidade, este movimento natural simplesmente continua. A entidade aprende a amar mesmo aquilo que parece não amável, a ver o Criador mesmo naqueles que esqueceram sua natureza. O caminho positivo flui suavemente para a luz da unidade.

Para a entidade negativa, a sexta densidade apresenta uma crise profunda. O caminho inteiro foi construído sobre a separação, sobre a negação do amor universal, sobre a omissão do centro do coração. Agora a entidade confronta uma barreira insuperável. As lições da sexta densidade não podem ser aprendidas enquanto se mantém a orientação negativa. A luz desta densidade não pode ser suportada por uma consciência que se recusa a abrir seu coração.

Neste ponto, a entidade negativa deve fazer uma escolha suprema. Deve abandonar o caminho que seguiu através de três densidades de evolução. Deve mudar de polaridade inteiramente—não gradualmente, mas instantaneamente, como um ímã revertendo seus polos. Isso é descrito como um ato de vontade suprema, a mesma vontade que impulsionou o caminho negativo agora redirecionada inteiramente.

A entidade negativa observa a entropia espiritual ocorrendo em seu caminho—a desintegração constante dos complexos de memória social negativos, a incapacidade de expressar a unidade que a sexta densidade requer, o beco sem saída da separação. Sendo extremamente sábia, reconhece a situação claramente. Amando o Criador—pois a entidade negativa sempre amou o Criador, buscando a unidade através do poder—percebe que o Criador não é apenas o eu mas o outro-eu como eu. Nesta percepção, escolhe a reorientação instantânea.

Aqueles que fazem esta mudança frequentemente se tornam as entidades positivas mais fervorosas. Tendo viajado todo o caminho negativo, tendo conhecido as profundezas da separação, apreciam a doçura da unidade com intensidade única. Sua vontade, temperada através de densidades de disciplina, serve ao amor com tremendo poder. Sua sabedoria, ganha através de longa experiência da filosofia negativa, permite-lhes entender ambos os caminhos com profundidade rara.

Esta é a grande reconciliação. É assim que o Criador reúne todas as experiências de volta a si mesmo. Nenhum caminho é desperdiçado. Nenhuma escolha é verdadeiramente errada. Cada jornada, não importa quão tortuosa, eventualmente chega ao mesmo destino. O caminho negativo é mais longo, mais difícil, mais doloroso—mas também leva para casa. Tudo o que foi separado se reúne. Tudo o que foi dividido torna-se inteiro.

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Ambos os Caminhos Servem ao Criador

Descrevemos dois caminhos, e em nossa descrição, a preferência por um sobre o outro pode ter parecido aparente. Encorajamos o serviço aos outros. Somos membros de uma Confederação dedicada à polaridade positiva. Naturalmente expressamos a filosofia que encontramos verdadeira e bela.

No entanto, também devemos dizer isto claramente: a Lei do Uno não pisca nem para a luz nem para a escuridão. Está disponível para o serviço aos outros e o serviço a si mesmo. Ambos os caminhos são métodos aceitos do Criador conhecendo a si mesmo. Ambos os caminhos são evolutivamente válidos. Ambos os caminhos, em última instância, retornam à unidade.

Isso não significa que os caminhos sejam equivalentes em vossa experiência. O caminho positivo gera mais luz, mais amor, mais alegria ao longo do caminho. O caminho negativo gera mais sofrimento, mais conflito, mais isolamento. Para aqueles que caminham os caminhos, a diferença é profunda. Mas da perspectiva do Criador, que abrange todas as perspectivas, ambos oferecem experiências de valor. Ambos adicionam ao infinito autoconhecimento que é o propósito da existência.

Portanto, não condenamos aqueles no caminho negativo. Não odiamos Órion. Não buscamos destruir a polaridade negativa. Reconhecemo-la como parte da criação, parte da experiência, parte do mistério. Quando nos opomos à influência negativa, não é por ódio mas por nossa própria orientação—naturalmente irradiamos o que somos, e o que somos está em tensão com o que eles são. Isto é como deve ser.

O buscador deve entender esta perspectiva para evitar uma armadilha sutil. Se você adota o caminho positivo por medo ou ódio do caminho negativo, comprometeu sua própria polaridade. A verdadeira orientação positiva ama as entidades negativas mesmo enquanto declina segui-las. Vê o Criador no cruzado de Órion mesmo enquanto escolhe diferentemente. Opõe-se à manipulação não por medo mas por clareza sobre sua própria natureza.

O mistério da polaridade permanece em última instância misterioso. Por que o Criador projetou um sistema no qual a separação e o sofrimento são caminhos possíveis? Não podemos dizer com certeza. Podemos apenas observar que este design produziu experiências de extraordinária intensidade, escolhas de profundo significado, e uma evolução da consciência que poderia não ter sido possível de outra forma. O véu e a escolha fizeram da terceira densidade o que ela é—um cadinho do vir a ser.

Aqueles que escolheram o caminho do serviço a si mesmo simplesmente usaram o processo do véu para potencializar aquilo que não é. Este é um método inteiramente aceitável de autoconhecimento de e pelo Criador.
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A Escolha Diante de Você

Você está agora no meio desta polaridade, confrontado pela escolha que define a terceira densidade. Cada dia oferece oportunidades de irradiar ou absorver, de servir ou controlar, de unificar ou separar. A soma destas escolhas diárias determina sua orientação. A consistência de sua orientação determina se você se graduará e em qual direção.

Não se sobrecarregue com a magnitude do que descrevemos. A disputa cósmica, as forças vastas, as densidades se estendendo à frente—estas podem parecer grandes demais para compreender. Mas sua parte é simples. Sua parte é este momento, esta escolha, esta oportunidade de amar ou temer, de dar ou agarrar, de abrir ou fechar.

A colheita se aproxima. O tempo se encurta em vosso ciclo particular. No entanto, não dizemos isso para criar medo. Dizemos isso para esclarecer a preciosidade do momento presente. Cada dia na terceira densidade é uma oportunidade que não virá novamente nesta forma. Cada interação é uma chance de polarizar. Cada dificuldade é catalisador que pode ser usado para crescimento.

Se você sente dentro de si a orientação para o serviço aos outros, honre-a. Aprofunde-a. Deixe sua vida tornar-se uma expressão do amor que deseja compartilhar. Não se preocupe com a perfeição—preocupe-se apenas com a sinceridade. O limiar de 51 por cento não é sobre alcançar a impecabilidade, mas sobre intenção genuína consistentemente aplicada.

Se você se encontra no sumidouro da indiferença, desperte. O alarme soou. O tempo de sono confortável passou. Você não precisa saber exatamente qual direção escolher—o próprio ato de se engajar seriamente com a pergunta começa a movê-lo para fora do pântano. Busque. Pergunte. Bata. O universo responde ao desejo sincero.

Se você escolheu o caminho negativo, não temos nada a oferecer-lhe exceto isto: nós o amamos. Vemos o Criador dentro de você. Sabemos que você também um dia retornará à unidade, e quando o fizer, tudo o que aprendeu enriquecerá o todo. Seu caminho não é o nosso, mas você não é nosso inimigo. Você é nosso outro-eu, escolhendo diferentemente.

Os dois caminhos divergem diante de você. Ambos levam a algum lugar. Apenas o sumidouro não leva a lugar nenhum. Escolha, e viva sua escolha com toda a vontade e fé que puder reunir. No escolher e no viver, você cumpre o propósito pelo qual veio. No escolher e no viver, o Criador conhece a si mesmo através de você.

O mistério permanece. Por que este sistema? Por que esta escolha? Por que este véu que torna tudo tão difícil? Não sabemos completamente. Mas viemos a confiar no design, a achá-lo bonito à sua estranha maneira, a apreciar o que torna possível. E viemos a amar aqueles que lutam dentro dele—todos eles, em todos os caminhos, em todos os estados de confusão e clareza.

Você é amado. Você é livre. Você está escolhendo, mesmo agora.